Supersônicas

A Bahia sem dendê de “Japanese food” por Giovani Cidreira
por Tárik de Souza

terça, 30 de janeiro de 2018

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Atuante na cena musical de Salvador desde 2006, ex-vocalista da banda Velotroz, Giovani Cidreira saiu solo em 2014, no EP de sete faixas com seu nome, produzido no Estúdio Caverna do Som. Uma delas, “Ancohuma”, ganhou o prêmio de melhor música com letra no XII Festival da Educadora FM local.

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Seu novo álbum propõe no título, Japanese food (Balaclava Records/Natura Musical) algo fora do prumo para um artista que se diz influenciado pelos extremos do Clube da Esquina e Legião Urbana. Gravado no Estúdio Casa das Máquinas, o disco foi concebido em conjunto com os músicos Junix, Lelo Brandão, Silvio de Carvalho (guitarras), Lalo Batera, Filipe Castro (bateria, percussão), Tadeu Mascarenhas (sintetizador, teclados), Normando Mendes (trompete), Gileno Chaves (trombone). Nilton Carneiro e André Borges (saxes). Além do vocal e da assinatura de quase todas as composições (em parcerias com Paulo Diniz, Filipe Castro, Jarbas Gadinelle), Giovane ainda reveza-se ao piano, guitarra, teclados e sintetizador. “Deus é neutro/ Deus é justo/ nada vai me parar”, rasga o rock “Movimento da espada”, que colide em sopros dissonantes ao final. Da canção que vira guarânia, “Pássaro prata” ao atropelo de “Crimes da terra” ("tenho pouco tempo até que eu perca um novo trem”), Giovane embosca surpresas tanto na letras quanto nos desdobramentos de temas como “Um capoeira”, “Última vida submarina”, “Estrada provisória”, “Eu não presto” e “Festa de Judas”. 


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