Colunista Convidado

A trilha do penta
MÚSICA E FUTEBOL, UMA TABELINHA DE PRIMEIRA NO BRASIL

terça, 03 de julho de 2018

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Porém, falar em música e Copa do Mundo é obrigatoriamente falar daquelas que marcam as nossas conquistas. Não se pode relembrar o título de 1958 sem tocar “A Taça do Mundo é Nossa”, de Wagner Maugeri, Lauro Muller, Maugeri Sobrinho e Victor Dagô. O mesmo ocorre com o tri de 1970. “Pra frente Brasil”, de Miguel Gustavo, faz ainda hoje milhões assoviarem sua introdução e cantarem com empolgação “Noventa milhões em ação, pra frente Brasil, salve a seleção...”. Para a Copa de 62, Jackson do Pandeiro gravou o “Frevo do Bi”, de Braz Marques e Diógenes Bezerra, mas a música não é tão recordada como as duas outras. 

Em 94, dois compositores do primeiro time da MPB, Tavito e Aldir Blanc, se reuniram para compor “Coração Verde e Amarelo”, gravada pela Aerobanda. A música acabou ficando na memória mais como o tema da TV Globo do que da torcida brasileira. E, em 2002, os jogadores escolheram duas músicas que também não tem (ou não tinham) relação direta com o futebol, mas que os torcedores aceitaram com entusiasmo, ainda mais depois que a taça foi conquistada: “Sorte Grande”, de Lourenço, sucesso de Ivete Sangalo que “levantou poeira, poeira, poeira, levantou poeira!”, e “Deixa a Vida me Levar”, de Serginho Meriti e Eri do Cais, que Zeca Pagodinho pôs em milhões de caixas de som pelo país.

Há muitas outras que poderiam ser citadas, como “Camisa 10”, música crítica e bem humorada de Hélio Matheus e Luís Vagner, que Luiz Américo gravou em 1973, um ano antes do quarto lugar da seleção na Copa da Alemanha Ocidental, para a qual “Cem Milhões de Corações” ficaram sem a emoção do tetra (a música de Gilberto Montenegro, José Costa, César Cury e Jean Pierre foi gravada, entre outros, pelo grupo Os Incríveis). Ou “Gooooool Brasil”, de Zurana, gravada pelo Grupo Terra de Santa Cruz, para 78; “Futebol”, do grande Naná Vasconcelos para 1986, ou “Papa Essa Brasil”, de Michael Sullivan e Massadas, para 1990.

No entanto, marcante mesmo como a seleção de 82 foi “Povo Feliz (Voa Canarinho)”, de Memeco e Nonô, que o então lateral Júnior gravou e logo caiu nas graças da galera. Pena que o povo brasileiro só tenha sido feliz por quatro jogos, pois no quinto, contra a Itália, o Canarinho foi abatido em pleno voo em terras de Espanha por um Bambino D’Oro.


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