Henrique Cazes

Tárik de Souza

Jornalista e crítico musical

Supersônicas

Alexandre Vieira condensa a pujança da música sulista em “Novo”
por Tárik de Souza

quinta, 08 de fevereiro de 2018

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Projeto meticuloso , articulado em etapas, de 2010 a 2014, passando por estúdios em Porto Alegre, Montevidéu, Rio de Janeiro e nas cidades portuguesas Aveiro e Porto, o disco Novo, do cantor, compositor, violonista e guitarrista Alexandre Vieira foi editado no final de 2017, nos formatos, vinil, CD e disponibilizado nas plataformas digitais Spotify, Deezer e Google Play.

Músico e professor da Instituto Federal do Rio Grande do Sul, graduado, mestre e doutor em música pelo Instituto de Artes da UFRGS, ele atuou entre 1998 e 2002 no quinteto popular de câmara Café Acústico, vencedor de dois Premio Açorianos de música. Em 2005, foi precursor da web ao lançar na nova plataforma o álbum “Chacarera blues”. “Novo” traz uma boa síntese da música sulista que ele tanto conhece, com adesões ilustres de astros locais como o rascante Bebeto Alves no “funk mouro” “Céu e abismo”. Calcada no ritmo do maracatu, “Nos lençóis” (Richard Serraria) celebra outro ícone local, Nelson Coelho de Castro, que participa da faixa.

“Bebeto e Nelson são artistas que se configuraram como uma importante referência para a minha geração – a acho que para outras também – no que diz respeito à canção autoral feita no sul do país”, defende Alexandre.

“Ele se cercou de uma cominação única de músicos de Porto Alegre e chegou a um resultado de altíssimo nível”, avalizou o jornalista e historiador Juarez Fonseca, especialista na matéria.

O disco ainda tem bossa (“Miragem”, com Adriana Cavalheiro) e “O relógio da saudade”, composta sobre poema atribuído ao revolucionário do núcleo social independente, Canudos, “Antonio Conselheiro" (1830-1897). 


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