Supersônicas

Armando Lobo recicla a MPB de vanguarda em “Myopic serenade”.
por Tárik de Souza

quarta, 01 de novembro de 2017

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Multiartista de ligações diretas com a literatura e artes visuais, o compositor erudito/popular pernambucano Armando Lobo, atualmente radicado na Escócia, onde faz PhD em composição musical na University of Edinburgh, prepara um lançamento que colocará em novo patamar a MPB projetada no exterior.


fonte da imagem: http://bit.ly/2z5J821


Iconoclasta renovador, de títulos anteriores editados no Brasil, como “Alegria dos homens” (2003), “Vulgar e sublime” (2007), “Orquestra Frevo Diabo” (2009) e “Técnicas modernas do êxtase” (2011), ele esgrime agora o álbum “Myopic serenade”, onde confluem ecos de Bjork, opera rock e samba desconstruído. A faixa título, já liberada como single, destila sua radicalidade de vozes seccionadas, cerzidas por cavaco e pandeiro, e atravessadas por distorções. Tem participação da soprano escocesa Lavínia Blackwell, numa clave que ele descreve como “seresta contemporânea, que atualiza o amor cortês do século XII”. Por sua vez, “Vade retro”, composição de Guto Brinholi (músico, regente e compositor sorocabano), ambas cantadas em inglês, é conduzida por guitarras pesadas e ritmo convulsionado. A intervalos, dispara o refrão: “Vade retro, Satanás”, uma espécie de habeas corpus preventivo para tempos tão conturbados.  

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