Supersônicas

Débora samba ao contrário

quinta, 18 de maio de 2017

Morando desde 1993, nos EUA, a fluminense de Saquarema, Débora Watts, entrou na cena musical de Nova Iorque incentivada pelo marido o pianista John Allen Watts. Foi ele o produtor do primeiro álbum autoral da cantora, o diversificado (a despeito do título específico) “Um samba ao contrário”.

Além de variados formatos de samba, do canção ao sincopado e até o antecessor maxixe (“O vento e a flor”, “Nosso amor”, “Calma”, “Forrobodó”, “E agora”, “Foi bom, mas foi pouco”), ela avança até a valsa (“Vou te contar um segredo”) e o bolero (“ História de nós dois”), numa caligrafia precisa e determinada, dentro da tradição da MPB que a influenciou - um universo que compreende de Villa Lobos e Tom Jobim a Noel Rosa, Chiquinha Gonzaga, Chico Buarque e Edu Lobo.

Além do marido ao piano, ela foi acompanhada por um timaço formado por Rogério Caetano (violão 7 cordas), Luís Barcelos (bandolim e cavaquinho), Guto Wirtti (baixo acústico), Rafael Barata (bateria), Everson Moraes (trombone), Felipe Hostins (acordeon), Fernando Saci (percussão).

De emissão calibrada, Débora também demonstra boa pontaria nas letras, como a da faixa título: “a vida tem o seu suingue/ toca o samba de requinte pra frente / e no seu ritmo se dança a harmonia que é o tempo presente/ mas eu insisto em inventar um novo passo/ eu faço um samba ao contrário/ atrapalhando o seu som de sempre”. Lançamento, dia 6 de junho, no Bar Semente, na Lapa, no Rio.

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