Henrique Cazes

Tárik de Souza

Jornalista e crítico musical

Supersônicas

Detonautas em “VI” pregam política mais afetiva e menos reativa
por Tárik de Souza

quarta, 06 de dezembro de 2017

Em 20 anos de carreira, o Detonautas Roque Clube coleciona superlativos. 3,6 milhões de adeptos nas redes sociais e outra multidão no Spotfy: 300 mil seguidores e 1 milhão de ouvintes por mês. Desde 11 de agosto, o Roque Clube vem apresentando para sua galera nas plataformas digitais, oVI, sexto disco de estúdio, gravado por Tico Santa Cruz (vocal), Renato Rocha (guitarra), Fabio Brasil (bateria), DJ Cleston (percussão e programações), Phill (guitarra) e o músico convidado André Macca (baixo). 


fonte da imagem: https://goo.gl/on3vJS 

A turnê de lançamento decola do Imperator, no Méier, no Rio, no próximo dia 9, com participação de Leoni em “Dias assim”, faixa na qual ele é parceiro ao lado de Tico Santa Cruz e DRC.

“Somos a primeira banda no mundo formada somente na internet a ter conseguido sucesso comercial. Isso começou quando o Brasil ainda engatinhava na rede”, gaba-se Tico.

O grupo trabalhou sem pressa em seu próprio estúdio Mobília Space, de fevereiro a abril deste ano, como decupa o guitarrista Renato Rocha: “Começamos pela bateria, depois baixo, violões, guitarras, teclados, vocais e a voz principal no final”. Os associados/aficcionados do Clube puderam acompanhar tudo pela internet desde o começo das gravações.

Banda de combate com brigas compradas na área ideológica, o Detonautas vira o disco em “VI”: “Preferi fazer uma abordagem social e política mais afetiva e menos reativa”, defende Tico. “Aqui na terra não dá mais pra viver”, diz (com razão) o refrão da cantiga infantil, da faixa 8. “Nossos segredos” (“hoje não tou a fim de discutir mais nada”), contraria a fuzilaria roqueira e clama por paz e silêncio. Há até um bolero, “Você vai lembrar de mim”, além de uma amena releitura da balada soul/délica do baiano Hyldon, “Na sombra de uma árvore”, de 1975. “Nada vai me derrubar” calibra o novo prumo do Detonautas: “eu concordo que o futuro é incerto/ mas nada faz sentido se você tentar apressar/ (...) deixa rolar”.


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