Supersônicas

“Entre”, o périplo de estilos refinado de Clarissa Bruns
por Tárik de Souza

quinta, 08 de fevereiro de 2018

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Nascida numa família musical, a curitibana Clarissa Bruns, aos 3 anos, já estava matriculada nas primeiras aulas de violino, piano e participava de corais. Estudou Canto Popular no Conservatório de MPB de Curitiba. Em 2008, estreava solo num disco que levou seu nome, produzido por Rafael Vernet, com participação de Fátima Guedes. Em 2014, foi Jair Rodrigues o convidado do CD/DVD ”Riso fácil”, gravado ao vivo no Canal da Música, em Curitiba, produção de Fábio Hess. O terceiro álbum tem um título convidativo, Entre (Samba/Lapinha/Tratore), e todas as oito faixas são letras e músicas da cantora.

A produção é do guitarrista carioca Bernardo Bosisio, que estudou em Berklee, e integrou os grupos Paraphernalia e Pagode Jazz Sardinha’s Band. Do instrumental, também participam Marcos Suzano (percussão, efeitos, programação) e Carlos Malta (flautas em dó e em sol, sax tenor) num percurso que mescla estilos diversos da MPB e até uma balada em inglês (“Beautiful difference”). Rola um acalanto para “Dona Janaína”, com delicada percussão afro, mas condizente com a letra sensual “Esse corpo que é meu” ondula entre o tango e a guarânia. Ritmo mais nítido do roteiro, o samba (com cuíca) abre “Outra idéia de amor” (“não espere milagre/ quase tudo é resposta/ do que a gente plantou”) e cadencia a fogosa “O amor dá corda no mundo”: “Eu não sei ser morna/ se chegar mais perto/ pode se queimar”. 




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