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FERNANDA ABREU – da Blitz à musa do pop dançante, uma mulher que nunca abriu mão de suas escolhas

quarta, 01 de agosto de 2018

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Uma das pessoas que foram as precursoras da explosão da música pop no Brasil e da volta do rock nacional nas paradas de sucesso foi sem dúvida a bailarina, arquiteta, socióloga, cantora e compositora Fernanda Abreu. No vídeo de hoje, Faour traz esse fenômeno da música pop que contará um pouco de sua trajetória nos palcos e fora dele.

Desde pequena, quem diria, Fernanda era influenciada pela Black Music, a Discou, o Charme e o Soul, um ritmo que na época dos anos 70 era considerado o lixo da música, para mentes alienadas, pois em época de ditadura as músicas mais engajadas é que tinham a vez nas vozes dos cantores brasileiros.  Não se deixando reprimir pelos anos de chumbo, a cantora com o swing no corpo e na alma dançava, fazia cover e participava de bandas amadoras, como a Nota Vermelha, a convite do sempre bem humorado Léo Jaime.

Ao passar dos anos, um convite inusitado de sua vizinha viria a firmar a carreira da cantora, que se tornaria uma das integrantes da banda que retomou o rock nacional para terras brasileiras, que foi a BLITZ. Com seu ar jovial e com um pitada de sensualidade e irreverência, a banda estourou e fez muito sucesso nos anos 80, em meio a ditadura militar. Seu sucesso tomou proporções grandiosas e virou uma febre nacional.

Depois de sua saída da BLITZ e dos 4 anos em “jejum” dos palcos, Fernanda Abreu entrou no universo da música novamente, dessa vez em carreira solo nos anos 90, resgatando todas as suas influências da infância e adolescência, sendo uma das grandes principiantes na estreia da Black Music e consolidando sua carreira com a sua identidade e seus conceitos, dando seu primeiro passo com o disco “SLA Radical Dance Disco Club”.

Fernanda é a estrela de músicas de grandes sucessos como “Rio 40 graus”, que teve seu rumo rítmico definido pelo pandeiro, “Veneno da lata”, que foi uma música do disco incrível com parceria internacional, “Garota sangue bom”, que é uma atualização da música “Garota de Ipanema”, agora com cérebro e até uma parceria com Lenine na canção “Jack Soul Brasileiro”, fazendo uma ponte triangular entre Rio, Pernambuco e NY.

Entre sua infância, carteira nacional e internacional, a cantora e compositora nos faz viajar pelo universo na música brasileira que poucos conhecem e que juntava o Funk, Rap, Soul, Samba e Black Music. Tá curioso para saber mais? Clique no link abaixo e delire nesse universo quase que paralelo criado por Fernanda Abreu!!


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