Henrique Cazes

Tárik de Souza

Jornalista e crítico musical

Supersônicas

Marcia Castro ateia sua “Treta” eletrônica
por Tárik de Souza

sexta, 10 de novembro de 2017

Com três discos lançados numa linha cambiante entre MPB, rock e pop, a cantora baiana, radicada em São Paulo, Marcia Castro se joga na eletrônica funk/dance de batidas hipnóticas e repetitivas do álbum “Treta”, pelo selo Jóia Moderna, do DJ Zé Pedro“Não aperte minha mente/ que eu tô tão carente/ tô pronta pra explodir”, adverte entre batidas fumegantes e corinhos “Chave de cadeia”, parceria dela com o produtor Marcos Vaz e Jurema Paes.

“Cada disco brota de um jeito. Esse surgiu da vida. Da minha vida. De histórias pessoais. De encontros, almas, acertos, desacertos”, entrega ela no texto do encarte.


Fotos: Gui Paganini

Também nas fotos da capa e invólucro, em preto e branco, Márcia se desnuda: “Meu diário. E os rastros iluminados e sombrios que isso perpetua até a eternidade”, descreve. E viaja entre beats acelerados, como o pancadão “Baba no quiabo” (Ava Rocha/ Gui Calzavara/ Mariana de Moraes), o primeiro single, o agalopado “Treta” (Bruno Capinan), e/ou em câmera lenta, como na sussurrada “Noites anormais” (de Rafa Dias), ponto de partida do projeto, e “Boneca” (“na sua dança febril/ ela me impõe um compasso/ o que eu faço e não faço?”), parceria com Luciano Salvador Bahia. Nos tambores incendiários de Gustavo de Dalva, “Ela é pan” (que Márcia divide com cinco outros autores) decupa a nova apetite estética da solista: “Vou dar a letra: a mina que chegou na parada/ não sabe se quer homem ou gata/ só quer ser o que é’.




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