Henrique Cazes

Tárik de Souza

Jornalista e crítico musical

Supersônicas

Zé Ramalho abre o baú dos anos 70
por Tárik de Souza

sexta, 10 de novembro de 2017

Os três CDs do Box “Zé Ramalho - Anos 70” do selo Discobertas, do produtor Marcelo Fróes, capturam desempenhos inéditos de cantor e compositor lançado inicialmente como sufixo artístico “da Paraíba”.

fonte da imagem: http://bit.ly/2hpC5g4 

O primeiro traz fitas demos dos anos 1976 e 1977, na época em que ele destacou-se na banda do pernambucano Alceu Valença. “Frágil” (“cuidado, cuidado com a louça, doutor/ coloque esse lado para cima”), “Jacarepaguá blues” (“e o reco-reco que eu brincava, hein mãe?/ a senhora me bateu porque eu troquei por um isqueiro/ pra poder fumar”), “Jardim das Acácias” (“nada vejo por essa cidade/ que não passe de um lugar comum”), além da que se tornaria clássica, “Avohai”, e um medley com “Adeus, segunda-feira cinzenta” e o “Espelho cristalino”, de Alceu Valença.

Lançado na geração de nordestinos turbinados pelo rock (após os desbravadores acústicos Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e João do Vale), Zé Ramalho (primo de Elba, outra estrela do grupo) marcou por sua dicção original, que misturava o bardo americano Bob Dylan e o cantador do absurdo, o também paraibano Zé Limeira.

Nos outros dois discos da caixa, registros dos shows “Avohai ao vivo”, no Teatro Thereza Rachel, no Rio, e no Teatro Nydia Licia, em São Paulo, ambos em 1978, com repertórios quase idênticos. Eles incluem suas composições “Admirável gado novo”, “Meninas de Albará”, “Chão de giz”, “Vila do Sossego”, “Mote das amplidões”, “Voa voa” e mais as parcerias “A dança das borboletas” (com Alceu Valença), “Bicho de sete cabeças” (com Geraldo Azevedo) e “A noite preta" (com Alceu e Lula Côrtes). 

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