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Osmar Silveira canta Cazuza em noite memorável

por Mila Ramos

quarta, 18 de maio de 2022

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A nostalgia BRock esteve presente no último final de semana com os Tributos de Cazuza e Cássia Eller, realizados no Teatro Riachuelo Rio. Confira como foi o Tributo “Osmar Silveira Canta Cazuza”, na sexta-feira 13 de maio.

Cantando a gente inventa.
Inventa um romance, uma saudade, uma mentira...
Cantando a gente faz história.
Foi gritando que eu aprendi a cantar: sem nenhum pudor, sem pecado.
Canto para espantar os demônios, para juntar os amigos.
Para sentir o mundo, para seduzir a vida.

Entoando esses versos o espetáculo dava-se como iniciado. Com look jeans, camisa branca "Prefiro Toddy ao Tédio" e o clássico All Star vermelho, o cantor e ator Osmar Silveira ficou encarregado de levar o melhor do poeta Cazuza e, como era de se esperar, fez do palco uma extensão de si e reviveu um dos maiores artistas que a música brasileira já viu.

Foto de Mila Ramos

"Exagerado" fez a carreira solo do cantor carioca deslanchar e o show começar! Foi assim, com umas de suas melhores músicas da fase pós Barão, sucesso no seu primeiro LP de 1985, que Osmar e sua banda abriram a noite. Enxergava nos gestos, na entonação vocal e em sua  interpretação corporal os mesmos do Cazuza. Eternizada pelos versos emblemáticos “Mentiras sinceras me interessam” e primeiro álbum do Barão Vermelho a ser um sucesso comercial, "Maior Abandonado" deu uma sequência embalada e dançante ao show. Osmar Silveira esteve bem à vontade durante a apresentação e fez o público cantar com os clássicos da não tão extensa, mas, sem dúvida, marcante carreira do cantor.

Para baixar a euforia e encaminhar o espetáculo para um clima mais intimista, "O Tempo Não Para", um dos maiores sucessos do artista, uma obra-prima que permanece atual. Entre versos, cantos e danças, Osmar também encenava no palco com um telefone de fio, daqueles tradicionais que toda casa nos anos 80 tinham. Falou com tantas pessoas, sua mãe, amigos, um amor do passado, como se estivesse lá em cima vigiando e acompanhando a grande loucura que a vida na Terra virou com a COVID. Um dos momentos mais emocionantes na noite. Espetacular. Impossível desviar a atenção. 

A perfeição dos gestos e a energia vibrante da performance vocal surgem em fidedigna versão de "Codinome Beija-Flor", "Preciso Dizer que Te amo", "Faz Parte do Meu Show" e "Todo Amor Que Houver Nessa Vida" com intensa participação do público em um dos maiores momentos de sinergia palco/plateia. "Blues da Piedade", "Vida Louca Vida", "Down em Mim", "Mal Nenhum", entre outras canções, também estiveram presentes no repertório. 

Foto de Mila Ramos

Bandeira do Brasil esticada de ponta a ponta no palco, o ponto alto da noite ficou por conta das canções patriotas "Brasil", "Ideologia" e sonoros "FORA" para o atual presidente agradáveis de ouvir vindos da plateia. Ao final do show, uma surpresa, Osmar Silveira convidou o público para cantar e dançar de pé, mais próximos ao palco, deixando todos à vontade. Contanto com Hebert Souza (Maestro / Teclado), Rafa Maia (Bateria), André Dantas (Guitarra) e Rodrigo Ferrera (Baixo) embalando o som da noite, o público pediu BIS e teve mais!

Na direção Geral de Dennis Carvalho e Direção Musical e Arranjos de Hebert Souza, em 1h30min de espetáculo, a produção do Tributo “Osmar Silveira Canta Cazuza” trouxe toda atmosfera do rock nacional anos 80. Uma verdadeira viagem aos sentidos, traduzindo a energia e vitalidade de Agenor de Miranda Araújo Neto. A equipe do IMMuB agradece toda cordialidade do Teatro Riachuelo Rio e, em especial  à Diretora de Produção Carla Nascimento por nos abrir esta porta com tanta atenção.

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