Colunista Convidado

As várias faces do ódio no dialético 'Petróleo', de Paula Mirhan

sexta, 10 de julho de 2020

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Em plena era de discussão a respeito do ódio como sentimento e ação política disseminada pelas redes sociais, a cantora e compositora Paula Mirhan traz novos argumentos e pontos de vista sobre o assunto em seu disco solo, “Petróleo” (Independente). ”Concordo com Christian Dunker, psicanalista e professor titular da Universidade de São Paulo, quando diz que a sociedade sem ódio é um ideal que pode ser extremamente mutilador, porque o ódio, como todos os afetos, é parte do humano”, lanceta Paula no texto de apresentação de seu álbum. Musicalmente provocador e vanguardista, com apenas dez faixas, (quatro delas de autoria ou parcerias da solista) “Petróleo” instiga a partir do título. “O nome do óleo viscoso e escuro é metáfora para esse afeto que fica fermentando debaixo de muitas camadas, bem profundamente, por muito tempo e que, quando vem à tona, é explosivo e combustível”, segue a narrativa da cantautora.