Supersônicas

Casa de Bituca
Hamilton celebra Milton

quarta, 10 de maio de 2017

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Meio na galhofa, meio a sério, o soul/funk americano James Brown ostentava entre outros títulos o de “maior trabalhador do show bizz”. Por aqui, o bandolinista carioca criado em Brasília, Hamilton de Holanda, seria um concorrente de peso ao galardão.

Para ficar apenas nos últimos dez anos, ele lançou mais de 15 títulos, entre eles, os mais recentes “De bandolim a bandolim”, com Joel Nascimento, “O que será”, com o pianista italiano Stefano Bollani (2013), “Samba do avião”, “Bossa negra”, com Diogo Nogueira, “Mundo de Pixinguinha” (2014), com convidados diversos, “Pelo Brasil”, “Bandolim” (2015), “Alegria”, “Hamilton de Holanda e o Baile do Almeidinha”, “Samba de Chico” (2016) com a obra de Chico Buarque.

O CD/DVD “Casa de Bituca – Música de Milton Nascimento” (Biscoito Fino) acaba de desembarcar. A bordo do Hamilton de Holanda (bandolim de 10 cordas) Quinteto (mais André Vasconcellos, baixo elétrico, Daniel Santiago, violão, voz, arranjos, Gabriel Grossi, harmônica e Marcio Bahia, bateria), ele rendilha com seu virtuosismo sem firula, clássicos como “Vera Cruz”, “Ponta de areia”, “Canção da América”, “Clube da esquina no. 2”, “Saudade dos aviões da Panair”, “Bola de meia, bola de gude”.

E também temas menos conhecidos como “Maria três filhos”, em releitura inflamada, e “Bicho homem”, com comovente vocalize de Milton Nascimento. Bituca repete a dose em “Guerra e paz”, composição de Hamilton, também autor de “Mar da indiferença” (com seu empresário e produtor, Marcos Portinari), inspirada na desoladora foto do menino sírio, morto na praia quando tentava imigrar para longe da guerra insana.

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