Henrique Cazes

Tárik de Souza

Jornalista e crítico musical

Supersônicas

Com alma
Disco da Banda Mantiqueira

sexta, 27 de janeiro de 2017

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Criada no início dos anos 90, num apartamento do bairro paulistano Bela Vista, onde o multisopros Nailor Proveta morava com o trompetista Walmir Gil e os saxofonistas Cacá Malaquias e Ubaldo Versolato, a Banda Mantiqueira chega aos 26 anos esbanjando audácia. 

Por exemplo, a de convocar para o novo disco “Com alma(Selo SESC) a sumidade do trompete jazzístico americano Wynton Marsalis, solista da faixa título, do papa do bebop, Dizzy Gillespie

E ainda levar Wynton a embrenhar-se pelo choro de Pixinguinha “Segura ele”, de 1930, logo o maestro brasileiro que foi o primeiro acusado de receber influencia do jazz, ao gravar seu megaclássico “Carinhoso”

Integram a orquestra neste disco, além de Nailor (direção musical, arranjos, sax alto e clarinete), Ubaldo Versolato (sax barítono, flauta, Piccolo), Josué dos Santos (sax tenor e flauta), Cássio Ferreira (saxes tenor, soprano e flauta), Valdir Ferreira (trombone de vara), François de Lima (trombone de válvulas), Odésio Jericó, Nahor Gomes, Walmir Gil (trompetes e flugelhorns), Jarbas Barbosa (guitarra), Edson Alves (arranjos, baixo elétrico e violão), Celso de Almeida (bateria), Cleber Almeida, Fred Prince (percussões) e as participações especiais de Romero Lubambo (violão) e Cacá Malaquias (sax). 

São apenas sete faixas, todas com mais de cinco minutos de duração, incluindo ainda autorais como “Chorinho pro Calazans” (para o artista plástico pernambucano J. Calazans), o frevo “Forróllins”, homenagem ao saxofonista americano Sonny Rollins, uma releitura do manifesto da bossa “Desafinado” (Tom Jobim/Newton Mendonça), um raro Moacir Santos (“Stanats”, dedicada ao saxofonista americano Stan Getz) e uma versão gafieirada do sincopado de João Bosco e Aldir Blanc, “De frente pro crime”.

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