Supersônicas

Conjunto vocal OuroBa harmoniza pepitas do candomblé em yorubá

segunda, 05 de março de 2018

Compartilhar:

Homenageando as influências deixadas pela cultura africana em nossa música através dos cânticos de candomblé, o sexteto carioca OuroBa lança ccom seu nome, de produção independente, em show no Teatro Riachuelo, no centro do Rio, dia 28 de março. No roteiro, os 44 cânticos distribuídos nas 17 faixas do disco.

Fundado em 2014, o OuroBa procurou um diferencial dentro da tradição da música vocal carioca. Ex-integrante de um destes grupos, o BR6, Symô convocou Dalmo Medeiros (atual MPB-4), Mariana Leporace (Folia de 3), Kika Tristão (ex-Be Happy), Vicente Nucci (filho do compositor Claudio Nucci, ex-Boca Livre, e da regente de corais Patrícia Costa) e a arranjadora, compositora e instrumentista Célia Vaz (Nós Quatro). Convidado a participar da Mostra Festa da Língua – Cultores e Cantares da Língua Portuguesa, no Forte de Copacabana, no Rio, o grupo levou quatro cânticos de candomblé em yorubá. Na platéia, Tilo Ploeger, brasileiro, filho de alemães, com forte ligação com a cultura do candomblé, ofereceu-se para produzir este disco do grupo, que teve supervisão dos cânticos, roteiro e textos sobre os orixás no encarte, de Pai Marcos de Jagum.

A imagem pode conter: 6 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e atividades ao ar livreDalmo Medeiros, Marianna Leporace, Vicente Nucci, Célia Vaz, Symô, Chris Tristão

Além da minuciosa arquitetura das vozes, sons ambientais e inclusão eventual de instrumentos como o berimbau (“Cânticos de Omolu”), o roteiro surpreende pela beleza dos cânticos dedicados a Logun Edé, Oyá, Exu, Ogum, Yemanjá, Obá, Ibeji, Oxalá, Ossanhê e Oxossi. Do acalanto ao afro samba acendrado, o disco surpreende pela multiplicidade estética. No show, os integrantes do OuroBa incluíram no roteiro alguns trechos de músicas de autores que se aproximaram deste repertório, como Dorival Caymmi (“Dois de fevereiro”), Baden Powell e Vinicius de Moraes (“Canto de Xangô”), Gerônimo e Vevé Calazans (“É d’Oxum”), Caetano Veloso (“Milagres do povo”) e Dori Caymmi (“O porto”). A adaptação para o espetáculo, roteiro e contextualização é de Luiz Fernando Lobo, diretor da Companhia Ensaio Aberto e o sexteto vocal será acompanhado pelos instrumentistas Felipe Poli (violões), Fernando Leporace (baixo e teclados), Zero e Naif Simões (percussões). 


Fonte das imagens: Ase Nile Asala; Facebook | Logotipo do OuroBa: Lola Vaz; Fotos: Dalton Valério e Mônica Botkay; Visagismo: Diego Nardes e Divah Correia



Comentários

Divulgue seu lançamento