Música

El Efecto celebra a força da luta popular no clipe de 'Carlos e Tereza'
Vídeo homenageia Tereza de Benguela e Carlos Marighella

terça, 13 de agosto de 2019

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A força da luta popular contra a opressão surge no clipe “Carlos e Tereza”, da banda carioca El Efecto. A faixa, que une tons de rock com pagode baiano e axé para criar um paralelo entre as lutas de Tereza de Benguela e Carlos Marighella, está presente no último álbum de estúdio da banda, “Memórias do Fogo”.

Assista ao clipe de “Carlos e Tereza”:


O disco “Memórias do Fogo” é um convite a conhecer e contar histórias. Inspirado na trilogia de nome semelhante de Eduardo Galeano, que fala sobre a trajetória da América Latina, o trabalho evoca a importância de cultivarmos a chama interior, seja para jamais esquecer que o mundo está pegando fogo, ou até mesmo, para juntos, incendiá-lo em algum sentido.

Em “Carlos e Tereza”, El Efecto celebra a memória de dois personagens históricos que, em tempos e contextos diferentes, batalharam e deram a vida na luta contra os absurdos vigentes. Na parte musical, o grupo voltar a trilhar os caminhos do axé, da swingueira e do pagodão baiano, tentando se atualizar diante das linguagens mais contemporâneas desses gêneros.


A banda é formada por Tomás Rosati (voz, cavaquinho e percussão), Cristine Ariel (guitarra, cavaquinho e voz), Tomás Tróia (guitarra e voz), Gustavo Loureiro (bateria), Bruno Danton (voz, violão e viola), Aline Gonçalves (flauta e clarinete e voz) e Eduardo Baker (baixo). A temática com base política é recorrente nas canções do El Efecto, que ficou conhecido no país graças à canção “O Encontro de Lampião com Eike Batista”, em que mistura o rock com a literatura de cordel. Em junho de 2013, El Efecto foi indicado como Melhor Grupo de Rock no Prêmio da Música Brasileira. “Pedras e Sonhos”, álbum da faixa viral, foi considerado um dos três melhores discos do gênero. Desde então, a banda vem expandindo seu público em apresentações por todo o país e algumas incursões internacionais no Equador, Argentina, Portugal e Espanha. 

Essa atualização sonora se reflete na busca por um reflexo contemporâneo das lutas das figuras históricas que inspiraram a canção. No clipe dirigido por Duda (Somtopia), a ideia foi trazer suas referências e pensar a importância de evocá-las no contexto dos nossos dias, dando destaque para a luta de classes, a militância antirracista e a memória da ditadura militar. E tudo isso sob o olhar de crianças.

“No ano passado, tínhamos assistido, com grande alegria, a uma apresentação de dança organizada por uma companheira professora da rede pública, a Alessandra Biá, que criou, junto com seus alunos, uma coreografia baseada na canção ‘Trovoada’. Com esse número, eles participaram da mostra de dança da rede municipal de ensino do Rio. Quando o Duda nos apresentou a ideia do roteiro, pensamos logo em convidar alguns dos meninos e meninas que tinham dançado e assim chegamos até o Breno, a Fernanda, a Júlia e o Gustavo, nossos protagonistas”, conta Tomás Rosati.