Cultura

Já está a venda o livro "Diversidade na Indústria da Música no Brasil", de Leo Feijó

terça, 24 de maio de 2022

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Já está em pré-venda o livro Diversidade na Indústria da Música no Brasil: um olhar sobre a diversidade étnica e de gênero nas empresas da música.

Nas versões impressa e digital, o livro sai no Brasil pela Editora Dialética.

O autor é Leo Feijó, diretor da Escola Música & Negócios. O trabalho é resultado da pesquisa de mestrado na Goldsmiths, University of London. 

"Entrevistei artistas, produtores, executivos, empresários e agentes da música no Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia e Dinamarca para entender o panorama da diversidade no mercado da música no mundo". Entre as diversas referências, o trabalho apresenta dados de pesquisas da UK Music e da USC Annenberg sobre o tema, entre outras instituições.

Os dados apurados com exclusividade são alarmantes, ainda que talvez não sejam surpreendentes. Na maioria das organizações pesquisadas na indústria da música no Brasil (62,5% empresas), menos de 5% dos cargos executivos são ocupados por pessoas negras. Em relação aos cargos ao quadro total de funcionários, apenas 26,5% são negros. A população brasileira é composta por 56,10% de negros, segundo dados oficiais do governo (IBGE, 2019).

Sobre a questão de gênero, novamente há injustiça na promoção de oportunidades - tanto para artistas como para compositoras e executivas. Apenas 25% dos artistas recomendados no streaming são mulheres, demonstra a pesquisa de Ferraro (2021). Há também barreiras para que as mulheres alcancem cargos de liderança.

Nos Estados Unidos, a situação é similar, com diferentes leituras a depender do gênero musical. "A mudança é frustrantemente lenta. Minha impressão é que o campo da música clássica tem sido um pouco mais bem-sucedido em elevar artistas negros do que na área técnica ou de suporte", Ed Harsh, formado em Yale e na Columbia University, um dos fundadores e CEO da New Music USA.

"Minha motivação com esse trabalho é provocar reflexões na própria indústria musical, colaborando para um debate saudável. Há iniciativas importantes, mas a indústria precisa assumir políticas mais ousadas na direção da equidade", afirma Feijó.  


"Diversidade na Indústria da Música no Brasil”, 128 páginas, Editora Dialética



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