Tema do Mês

Luiz Carlos das Vilas

Por Ana Carolina Alvarenga

segunda, 01 de julho de 2024

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Neste mês de junho, Luiz Carlos da Vila completaria 75 anos. Com seu jeito excêntrico de fazer samba, tornou-se uma lenda na música brasileira. Por isso, ele será o homenageado do mês aqui do IMMuB! Confira nossa playlist exclusiva clicando AQUI.


Luiz Carlos da Vila nasceu no bairro carioca de Ramos e passou grande parte de sua vida em Vila da Penha, onde desenvolveu sua paixão pela música desde jovem. Iniciou sua jornada musical tocando sanfona, posteriormente ganhando um violão na adolescência. Com 15 anos, participou do programa de calouros do Chacrinha e, na época, foi “buzinado” (rejeitado pelo apresentador). Ficou tão triste que sumiu por dias, mas não desistiu da carreira na música. 

Sua carreira artística teve um marco significativo em 1977, quando se uniu aos compositores da escola de samba Vila Isabel, adotando o nome artístico "da Vila".O nome pode ter duplo sentido, considerando seu nascimento na Vila da Penha.

Além de sua participação ativa na ala de compositores da Unidos de Vila Isabel, Luiz Carlos frequentava a famosa roda de pagode do Cacique de Ramos, onde se destacou como um dos pilares do samba carioca contemporâneo. Ao lado de figuras como Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e outros, ele contribuiu para moldar e enriquecer o cenário musical da época.

Ao longo de sua prolífica carreira, Luiz Carlos da Vila compôs uma extensa e celebrada obra, deixando um legado que inclui clássicos como "Doce Refúgio", "Além da Razão", "Por um Dia de Graça", entre outros. Sua música teve um impacto profundo não apenas no cenário musical, mas também no carnaval carioca, com sua colaboração no samba-enredo "Kizomba, a Festa da Raça", que levou a Vila Isabel à vitória no Carnaval de 1988. Já havia colaborado com a composição do enredo que tirou a agremiação do grupo 1b em 1979: “Os Anos Dourados de Carlos Machado”

Além de suas conquistas musicais, foi um dos fundadores, em 2003, do grupo Suburbanistas, que celebrava os compositores do subúrbio carioca. Também fundou, com sua esposa Jane Pereira, o “Caldos e Canjas”, uma roda de samba do Rio de Janeiro que começou no quintal do casal, na Vila da Penha, na Zona Norte. O “Caldos e Canjas” se consolidou pela participação de grandes nomes da música, além dos diversos petiscos e caldos feitos por Jane. 

Sua morte prematura em 2008, aos 59 anos, devido a complicações de um câncer de intestino, foi profundamente lamentada no meio artístico e além. Seu legado é honrado até hoje através de diversas homenagens, como a renomeação do Palco da casa Carioca da Gema para Palco Luiz Carlos da Vila, e a criação do Colégio Estadual Compositor Luiz Carlos da Vila, em 2009.

O sambista não apenas deixou um repertório musical vasto e atemporal, mas também um exemplo de dedicação à cultura popular carioca. Sua influência continua a inspirar gerações de músicos e amantes do samba, mantendo vivo o seu compromisso com a arte e com a comunidade que tanto amava.

Independente da época do ano, ele sempre desejava Feliz Natal para as pessoas. Era assim que saudava e se despedia de seus amigos. Afinal, o Natal é um encontro feliz, assim como o samba.

Então, 

Feliz Natal, Luiz Carlos da Vila!

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