Supersônicas

Lulu Santos recicla o pop chiclete de Rita Lee
por Tárik de Souza

sexta, 03 de novembro de 2017

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Um dos artífices do BRock, com serviços prestados ao setor desde os anos 70, no Veludo Elétrico (ao lado de Paul de Castro e Fernando Gama) e no Vímana (mais Ritchie, Lobão e Luiz Paulo Simas), exímio guitarrista, Lulu Santos preferiu investir no lado pop de Rita Lee no songbook que gravou com algumas composições da ex-Mutante, “Baby Baby!” (Universal).

fonte da imagem: http://bit.ly/2A5GSad 

Inspirado no livro autobiográfico da cantautora, de grande sucesso nas livrarias, Lulu puxa o fio da meada ainda na era Mutantes, com “Fuga no. II”, em releitura baladista. Sem abrir mão da guitarra, em algumas faixas ele utiliza violão e até ukulele (“Ovelha negra”, com teclados e programação do capixaba Silva), quase sempre acompanhado por seu grupo fiel: Hiroshi Mizutani (teclados, drum machine, baixo, synth), Jorge Ailton (baixo) e Sergio Melo (bateria).

Em “Alô, alô marciano”, o trio Tranqüilo Soundz (Bruno LT, Marcelinho Da Lua, Marcio Menescal), co-produtor da faixa, fornece programação de bateria, baixo, teclados e MPC. “Paradise Brasil” conta com dois velhos parceiros de Lulu, o DJ Memê (programação de bateria) e Pretinho da Serrinha (percussão). O disco tem ainda “Desculpe o auê”, “Mamãe natureza”, “Caso sério”, “Agora só falta você”, “Nem luxo, nem lixo”, “Ovelha negra”, “Baila comigo”, chicletes de ouvido de Rita (e parceiros, destaque para Roberto de Carvalho) reacondicionados um a um, pelo pop star quality de Lulu.  

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