Tema do Mês

Poetisas que entraram para a história da música brasileira

domingo, 21 de março de 2021

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Além de ser o Mês da Mulher, março é também marcado pela celebração do Dia Mundial da Poesia (21/03). Unindo as duas datas ao que mais gostamos de falar (nossa memória musical), o IMMuB selecionou aqui algumas poetisas que de um modo ou de outro fizeram história na música brasileira. 

Confira logo abaixo! E, claro, essa lista é apenas um pequeno exemplo e não esgota o assunto. Se lembrar de algum outro nome, não deixe de comentar com a gente :D 

Alice Ruiz

Nascida em 1976 em Curitiba, é uma das mais importantes poetisas da literatura contemporânea. Possui mais de 20 livros, com poemas traduzidos e publicados em diversos países. Assim como seu marido, o falecido Paulo Leminski, ela sempre se interessou e transitou muito bem pela música popular, tornando-se também uma letrista. Seu poema “Quase Nada”, por exemplo, fez sucesso na voz de Zeca Baleiro. Além disso, ela se tornou parceira de nomes como Itamar Assumpção, Luiz Tatit, Alzira Espíndola e Arnaldo Antunes, com quem compôs outro hit: “Socorro”, que fez sucesso nas vozes de Cássia Eller e Gal Costa. Em 2004, lançou com Alzira Espíndola o álbum “Paralelas”, que traz parcerias inéditas das duas interpretadas pela própria Alzira, além de Zélia Duncan e Arnaldo Antunes


Adélia Prado

É uma das mais conhecidas poetisas brasileiras da atualidade, com uma obra que é associada ao Modernismo. Teve diversos poemas seus transformados em música, como “Cabeça”, “Corridinho” e “Dona Doida”. No DVD “Nos Horizontes do Mundo”, Leila Pinheiro interpretou o poema “Rodando”. 

Hilda Hilst

Nascida em 1930 e influenciada por nomes como James Joyce e Samuel Beckett, Hilda Hilst foi poetisa, cronista e dramaturga brasileira, considerada um dos nomes mais importantes da literatura nacional do Século XX. Em 2005, um ano após sua morte, foi homenageada por Zeca Baleiro com o lançamento do álbum “Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé”. Baseado no livro “Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão”, de 1974, o projeto reúne poemas de Hilda musicados por Baleiro e interpretados por grandes nomes da MPB, como Angela Ro Ro, Maria Bethânia, Mônica Salmaso, Angela Maria, dentre outros. 


Fernanda Young

Além de roteirista, apresentadora, atriz e diretora, Fernanda Young foi também poetisa. Lançou alguns livros de poesia, como “Dores do Amor Romântico” e “A Mão Esquerda de Vênus”. Seu talento para os versos escorreu também para a música popular, mesmo que em menor quantidade. Estabeleceu parcerias importantes com duas deusas do pop/rock nacional: Rita Lee, com quem compôs a impagável “Hino dos Malucos” (a oito mãos, também com os maridos Roberto de Carvalho e Alexandre Machado) e Marina Lima, com quem compôs as músicas “Síssi” e “Estou Assim”. Além disso, um poema seu abria o espetáculo “Sissi Na Sua”, que Marina produziu em 2000. 


Cecília Meireles

Nome canônico do Modernismo brasileira, é considerada por muitos críticos uma das maiores poetas da língua portuguesa. Inúmeros compositores já se utilizaram de seus versos para criar grandes canções, como Sueli Costa (“Retrato”, “Nossa senhora da ajuda”, “Dorme meu menino dorme”), Hyldon (“Vem comigo”), Xangai (“Os carneirinhos”), Fagner (“Motivo”, “Canteiros”) e outros.  


Carolina de Jesus

Carolina Maria de Jesus foi uma das primeiras escritoras negras do Brasil, e se tornou poetisa, ficcionista e letrista, conhecida pelo livro “Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada”. “Quarto de Despejo” é também o título de um raríssimo LP lançado em 1961, no qual ela própria interpreta suas canções, como “Vedete da Favela”, “Pinguço” e “O Pobre o Rico”. 


Florbela Espanca

Poetisa portuguesa dona de uma obra intensa e passional, reflexo de sua vida pessoal conturbada e fora dos padrões de comportamento da época. Alguns de seus versos que falam de amor, sofrimento, saudade e solidão, como “Fanatismo”, “Sorriso novo”, “Fumo” e “Tortura”, se tornaram clássicos da música brasileira ao serem musicados por Fagner, grande admirador de sua obra. Além disso, ela já ganhou pelo menos dois discos em sua homenagem: “Amar: Um Encontro Com Florbela Espanca” (2001), de Nicole Borger, e  “A Flor de Florbela” (2009), de Marcos Assumpção.


Pagu

Patrícia Galvão, mais conhecida pelo apelido Pagu, foi escritora, poetisa e jornalista. Feminista e militante comunista, chegou a ser presa e se tornou um dos destaques do Modernismo brasileiro. Embora não tenha sido letrista de música, sua vida e seus ideais serviram de inspiração para uma canção que se tornou um dos maiores hinos feministas da música popular brasileira: “Pagu”, composta por Rita Lee e Zélia Duncan, lançada pelas duas em 2000. 


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