Supersônicas

Trio Nordestino canta o nordeste
Novo disco do grupo

quinta, 08 de junho de 2017

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Diz a lenda urbana que a bossa nova sufocou o baião e mandou as sanfonas para o fundo do baú. Mas, exatamente no ano de 1958, quando João Gilberto disparava sua gravação de “Chega de saudade” (com o baião autoral “Bim bom” no lado B) início oficial do movimento, nascia, na Bahia, o Trio Nordestino.

Ele manteria os ritmos da região nas paradas por décadas, mesmo longe dos holofotes da mídia principal. Integrado inicialmente por Lindú (voz e sanfona), Coroné (zabumba) e Cobrinha (triângulo), no formato criado por Luiz Gonzaga, o TN logo emplacou “Carta a Maceió” (Gordurinha), seguido por “Chupando gelo” (Edésio Deda) até explodir no milhão de cópias de “Procurando tu” (Antonio Barros/J. Luna), em 1969, que teve até uma versão soul/pilantragem do cantor Angelo Antonio.

Depois de passar por várias formações e selos populares, o grupo, quase sessentão, manda “Trio Nordestino canta o nordeste” no digipack chique da Biscoito Fino. Agora escalado com Luis Mario (triângulo e voz), Beto Sousa (sanfona) e Jonas Santana (zabumba), revisa clássicos de alguns de seus principais fornecedores como Antonio Barros e Cecéu (“A dança do Xenhenhem”, “Bate coração”, “Sou o estopim”), Dominguinhos (“Tenho sede”, com Anastácia, “Mais que um amigo”) e o João do Vale, de “O canto da ema” (com Alventino Cavalcanti e Ayres Viana), “De Terezina a São Luiz” (com Helena Gonzaga) e “Carcará” (com José Candido), participação de Lucy Alves.

Zeca Pagodinho é o convidado de “Súplica cearense”, de mais um fornecedor assíduo, o padrinho Gordurinha, também autor de “O vendedor de caranguejo” e “Não tá certo não”. Outro patrono, Luiz Gonzaga, é lembrado em “Olha pro céu” (com José Fernandes) e “A morte do vaqueiro” (com Nelson Barbalho), enquanto o coco “Sebastiana” evoca Rosil Cavalcanti

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