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Viva Aldir Blanc, aniversariante de setembro

sexta, 06 de setembro de 2019

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Aldir Blanc é uma glória das letras cariocas. Bom de se ler e de se ouvir, bom de se esbaldar de rir, bom de se aldir”. Esta é a opinião de outra glória das letras e da música cariocas, Chico Buarque, também bom de se ler, de se ouvir e de se aldir.

“Eu gostaria de escrever como o Aldir”. Quem gostaria de escrever como o Aldir? Ivan Lessa, simplesmente, cronista que escreve como ninguém. Resumindo: Aldir Blanc é aquele cara que a gente quer ser quando crescer, quando aprender a viver, quando souber escrever.

Aldir Blanc Mendes, que aniversaria no mês de setembro, todo dia 2, já foi chamado de Proust de Vila Isabel, esse Stanislaw da Muda, Guimarães da Tijuca, é uma flor de amigo e de poeta, uma Rosa de Pessoa. Tem a Zona Norte de sua cidade cravada no peito esquerdo, ao lado do escudo do Vasco. É um dos maiores cariocas que se conhece.

“Eu sou do Estácio, mermão! Pensa que é fácil? Né não”, já berrou numa letra de samba.

Ninguém vem da Maia de Lacerda impunemente.

Citar suas músicas é covardia. É desnecessário. Só meia dúzia, para não cansar: O bêbado e a equilibrista, Mestre-sala dos mares, Kid Cavaquinho, Dois pra lá dois pra cá, Saudades da Guanabara, Catavento e girassol. Parceiros? Desnecessário. Só alguns: João Bosco, Maurício Tapajós, Moacyr Luz, Guinga, Ivan Lins, Cristóvão Bastos, Paulinho da Viola...

Aldir é também um escritor (contista, cronista e poeta) de alto gabarito. Seu texto gostoso e rascante (que nem os melhores vinhos) estreou no Pasquim, na década de 1970, onde publicou as crônicas mais tarde reunidas nos livros Rua dos artistas e arredores e Porta de tinturaria (ambos lançados em primeira edição pela Editora Codecri). Após o fechamento do Pasquim, Blanc levou suas crônicas de humor ferino para revistas como a Playboy e os jornais Tribuna da Imprensa, Ultima Hora, O Estado  de São Paulo, O Dia (onde manteve colaboração semanal por quase dez anos ) e hoje (2005), Jornal do Brasil.

Aldir colaborou com a revista Bundas, do primeiro ao último número, e esteve presente na maioria das edições d´ Opasquim21, desde a edição de número zero até o fechamento do jornal, em 2004. Reuniu crônicas também nos livros Brasil passado a sujo (Geração Editorial) e Um cara bacana na décima nona (Record). Mais recentemente, sua bela obra cronística vem sendo reeditada pela Mórula Editorial, do Rio de Janeiro. Procurem esses livros, para entender porque o seu texto encanta escritores como Ivan Lessa e Chico Buarque. E ouçam todas as suas músicas, sempre. 

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